As redes sociais na vida moderna



Se Renato Russo tivesse alcançado e ultrapassado o ano 2000, certamente teria que refazer sua música “Geração Coca-cola”, para “Geração Orkuteira” ou “Geração Facebook”, pois não é de hoje que esses sites de relacionamentos (que não relacionam verdadeiramente ninguém) vêm arrematando inúmeros adeptos dia após dia. Há cerca de dez anos era quase uma raridade alguém ouvir falar ou sequer ser convidado a participar do Orkut, Facebook, entre outros canais da internet que funcionavam praticamente como uma sociedade secreta, daquelas dos estilos dos filmes norte americanos, quando algum integrante convidava alguém muito chegado para aderir ao grupo, o escolhido sentia-se envaidecido, porque aquilo significava que o mesmo fazia parte do circulo suprasumo do rol de amizades do tal.

A regra básica para ser considerado popular é possuir uma lista vasta de amigos, mesmo que se tenha visto a pessoa uma vez na vida, na rua, numa fila de cinema e trocado duas sílabas antes do filme, o importante não é a relação em si, mas o quão popular que se possa parecer com a grande quantidade de amigos. Fora os adicionais que classificam em três desenhos o tanto que se é confiável, legal e sexy (no caso do Orkut), que resumidamente especificam , qualificam e rotulam o tipo da pessoa segundo a ótica dos amigos.

Quando é que o dono da Microsoft iria imaginar que graças à criação de seus programas (que facilitaram a adesão dos computadores) estaria também contribuindo para a propagação da apatia social no mundo? Já que parecer estimado é mais interessante do que se expor no mundo real, encarar os defeitos e qualidades das pessoas, assumir os riscos de existir.
Redes Sociais na internet
É surpreendente o novo comportamento das pessoas em festas, reuniões, acampamentos ou eventos quaisquer que o fator humano seja justificado, simplesmente as pessoas não fazem mais rodinhas para longas conversas e sim largos paredões para tirar foto, perdeu-se a necessidade do diálogo, do uso dos cinco sentidos, em compensação houve a adesão do sorriso petrificado e do abraço coletivo, pelo menos durante o tempo em que a cena seja registrada.

Essa nova geração está perdendo muito em frente à telinha colorida e convidativa do computador, a alegria artificial não é duradoura e ainda vicia! O tempo avança da mesma forma para todos, e cada um é responsável por seus atos e terá que responder pela forma como desperdiça sua vida. Não adianta adicionar comunidades do tipo “Carpe Diem”, “Porque a vida é agora”, “Tudo na vida tem sua volta”, se o máximo feito é revezar de um site de relacionamentos virtuais para outro.

“Somos os filhos da revolução,somos burgueses sem religião,somos o futuro da nação,Geração Coca-Cola.”
Boa gente aquela.



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