Violência Escolar



Foi-se o tempo em que as crianças em idade escolar tinham medo apenas das provas de matemática e suas operações ou de gramática, com suas conjugações de verbos regulares e irregulares.

Da época em que se tratava professor (a) por “Senhor (a), ”do (a) qual uma simples olhadela era suficiente para fazer cessar a fofoquinha mais interessante e por fim aos burburinhos pós-recreio. O respeito existia e fazia-se presente, talvez mais do que alguns alunos.

As crianças brincavam e se estranhavam como toda e qualquer espécie vivente nesse mundo, com suas semelhanças e diferenças iam vivendo, correndo pelos pátios, chutando bolas improvisadas, pulando elásticos e dividindo uma goma de mascar comprada na cantina, um pacote de chips.

Os dias atuais trazem uma nova realidade, onde pais temem pela segurança de seus filhos devido à violência escolar que tem aumentado progressivamente, e que nem a criação e adoção de uma patrulha própria para essa situação consegue repercutir confiança nos alunos e muito menos nos mestres, o que dirá então em seus pais.

Facas, estiletes, lixas metálicas de unha, armas de fogo, tudo devidamente escondido dentro de mochilas, entre os cadernos e livros, usados para intimidar, vale tudo para se impor, demonstrar poder e fazer medo, os intervalos entre as aulas e as saídas são verdadeiras arenas de guerras, onde situações mal resolvidas numa aula de educação física ou um “diz-que-me-disse” pode acarretar em sérias confusões, que acabam passando despercebias pela direção dos colégios, encobertas pela algazarra dos próprios estudantes.

Muitos deles se agrupam em espécies de gangues, com o intuito da defesa pessoal e ataque coletivo, garantindo assim uma vivência cômoda entre os seus.

Só quem é vitimizado pela ação dessas gangues é que sabe expor o medo que sentiu a vergonha de ser hostilizado, sofrer sátiras e agressões na frente de quase todo o colégio, e normalmente a intimidação é tão persuasiva que a criança não consegue pedir ajuda e padece sozinha todo o seu infortúnio.

Os Estados Unidos lideram os casos mais famosos de ataques à balas nos colégios, onde normalmente crianças são mortas pelos coleguinhas ou por estranhos que entram atirando, como o que aconteceu no Rio de Janeiro esse ano.



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