Qual o preço da liberdade?



Quanto vale a liberdade? Qual o preço de viver tranquilamente em uma cidade, para não extrapolar o limite geográfico, apenas o Brasil de 190 milhões de pessoas. A sociedade passa por um colapso de segurança – a sombra da falta dela ainda é imensa.

Não existe mais possibilidade de morar na cidade A ou B, maior ou menor, capital ou tranquila cidade nos interiores brasileiro. Não há cor, nem manual, por mais que os especialistas em segurança enumerem alternativas para deixar as pessoas mais tranquilas. Isso é possível hoje em dia?

cidade grandeComo entusiasta por natureza, diria que sim, tal possibilidade se faz com políticas educacionais disponíveis para todos de maneira igualitária. Neste ponto, começo a desconfiar, entra o lado crítico e sociológico – não existe condição para isso, o mundo do século XXI é bem diferente em todos os sentidos dos séculos XVII, quando um dos lemas da Revolução Francesa foi: Liberdade, Igualdade e Fraternidade. Dois séculos depois o discurso comunista pairou sobre o mundo, principalmente após as ideias de Marx e Engels.

Brasil atual vive qual momento, talvez seja muito cedo para afirmar, mas o vento das ruas e labirintos de milhares de cidadãos diariamente ebulindo sobre a desconfiança da liberdade, se ela existe, não é nesta atual sociedade o melhor momento para abraçá-la e convidar para um café na panificadora da esquina.

Caso da médica em Sobradinho e agulhas de HIV

Ao saber do caso da médica em Sobradinho, cidade satélite de Brasília, que colocou seringas infectadas por HIV nas grades de sua casa como forma de proteção, mostra que a liberdade está cada dia mais equivocada. Aqui, vários problemas podemos retirar, a questão da segurança tem qual limite? Qual a diferença do abuso com o uso das seringas e quando ele acontece nas ruas por qualquer outra pessoa que abusa do direito de punir sem explicar?

A crônica é pequena para tantos nomes, mas o menino Juan, 11 anos, morto durante uma ação da polícia militar no Rio de Janeiro e o assassinato da juiza Patrícia Acioli, em Niterói, mostram o paradoxo do excesso e da falta de segurança.

Diferente do caso da médica no Distrito Federal, que ao avisar, contaminadas por HIV, mostra uma condição: não estamos tão século XXI assim. Foucault já dizia que na Renascença, século XIII, as naus dos loucos ocupavam um espaço dentro da sociedade. Com isso, a segurança não está nas seringas contaminadas, mas no contato com as pessoas soropositivas. Uma lástima com tanta tecnologia e recursos.

Afinal, tanta informação, para quê?



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