Bullying-O que é e suas características



Violência física e/ou psicológica são características do Bullying. O Bullying é o comportamento de perseguição, maus tratos, intimidação que ocorre normalmente nas instituições de educação. É praticado pelos próprios estudantes em detrimento de outro. Normalmente há um líder encabeçando o grupo.

Na grande maioria dos casos não há motivo aparente que desencadeie o comportamento de Bullying. Ocorre em qualquer fase da vida escolar e até na vida adulta. É possível detectar os primeiros traços na pré-escola, lugar onde inicia a atividade coletiva e social do ser humano.

Características do bullying

De acordo com a professora Maria José Bastos, do Centro de Pesquisa e Estudos Científicos da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), o cenário de Bullying é caracterizado por três personagens, são eles: o Protagonista, configurado como vítima, será ele desrespeitado nos seus direitos humanos essenciais. Em seguida aparece a figura do Agressor, ou Bully, que encabeçará à violência. E então surge a figura da Testemunha, normalmente é algum aluno, que se cala temendo se tornar a próxima vítima. “Em geral, predomina a Lei do Silêncio”, afirma Bastos.

Bulling infantil na escola

diga não ao bullying nas escolas
As escolas ainda tratam o tema com bastante relutância. Não assumem abertamente a violência dentro de seus portões.

Algumas instituições também têm dificuldades em identificar o Bullying. “É uma briguinha aqui, outra lá, às vezes eles (os estudantes) se estranham, mas não é pragmático, não chega a caracterizar Bullying”, fala a pedagoga Maria de Lourdes Ferreira, que trabalha com educação há 45 anos.

Direções e grupos de orientação pedagógica dos colégios tentam minimizar a violência escolar, rotulando como “coisas de criança”. O agressor habitualmente é absolvido, alegando “era só brincadeira”. As marcas e traumas permanecem em quem sofreu o abuso. “Os efeitos sobre o psiquismo das vítimas é devastador, levando à depressão, desânimo, abandono da escola, absentismo, baixa auto-estima, exclusão, até ao suicídio e chacina, como acontecido recentemente na Alemanha que um ex-aluno atirou em 15 pessoas, matando-as e suicidando-se em seguida”, fala Bastos.

Apelidos pejorativos como “Quatro olhos”, ‘“Rolha de poço”, “Gordura,” “Espinhento”, não costumam ser levados a sério pelos profissionais do ensino. As próprias vítimas acabam aceitando e não levam a reclamação à diante. “Aqui no Regente temos cerca de 2800 alunos. Eles se encrencam, se tribalizam, às vezes o desentendimento começa no pátio e termina em brigas na praça (Barão do Rio Branco) em frente, sem ao menos tomarmos conhecimento”, afirma Ferreira.



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