Boutiques eróticas e o preconceito



Uma das empresárias pioneiras na indústria erótica na cidade de Ponta Grossa é Alzira Overcenko. Em 2005 abriu sua loja na rua Balduíno Taques, na época havia apenas mais uma loja desse ramo em Ponta Grossa. “No início apareciam mais curiosos do que compradores. A cada cinco minutos entrava alguém para conhecer os produtos. Muitos acabaram se tornando clientes”, indica Alzira, que ainda reforça “É tênue a linha entre o sexo e a pornografia. Principalmente na cabeça das pessoas”.

Por essas e outras razões a empresária conta que várias vezes surgiram em sua loja pessoas interessadas em adquirir muito mais do que camisinhas coloridas e calcinhas comestíveis, buscavam contatos de profissionais do sexo, outros queriam ser representados no site da sex shop e ainda algumas pessoas chegaram a questioná-la sobre programas.

De acordo com a psicóloga Marinês Trierweiler, o início da formação do sujeito está ligado com o relacionamento pai, mãe e filho. A questão da sexualidade é constituída durante a primeira infância da pessoa, é nesse momento que serão inscritos os tabus, também conhecido como “período de castração” pela psicanálise. “É o que vai levar essa pessoa a ter alguns pudores, às restrições, aquilo que pode, aquilo que não pode”, afirma a psicóloga. Por isso algumas pessoas não se sentem a vontade num sex shop.

A formação específica do indivíduo passa pelo período de castração (que é a orientação sobre o permitido e o não permitido), que vai dos 3 aos 7 anos, período que os pais começam a colocar limites. “Uma criança pode estar assistindo TV e começar a se tocar, é o período da masturbação infantil (o que é normal, faz parte da constituição do desenvolvimento da sexualidade infantil e todas as crianças passam por essa fase”, indica Marinês e ressalta “Daí que entram os pais: ‘Não pode fazer isso, agora não pode, tira a mão daí’.

Tudo depende da forma com que cada pai usou para inscrever a sexualidade na vida desse filho. E tudo isso é criado lá atrás, quando isso ou aquilo era permitido e outras coisas não. Isso depende da história de cada pessoa, de cada mito, de cada família”, completa a psicóloga.

Então faça apenas aquilo que se sentir a vontade! Sem pressão do parceiro (a).



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